Oi, mais uma vez...
Todo dia tenho meu ritual matinal de ler os blogs que acompanho, Váaaaarios sobre maternidade, e volta e meia me pego refletindo sobre alguma questão...
o que vou conseguir pôr em prática daquilo que acredito? o que a realidade vai trazer de extraordinário para essas expectativas?
Porque existe um largo espaço entre o ideal e o real.
Me pergunto sempre: que tipo de mãe vou ser? Ou melhor: que tipo de mãe vou conseguir ser?
Vejo muitas experiências de mães (virtualmente ou não) e, a gente acaba pondo-as sob um holofote analítico. Se pega pensando "isso eu faria", "isso não"...E aí que quando você está prestes a ser UMA mãe sob esses holofotes também, as coisas tomam outra dimensão, bem mais branda. Você passa a olhar com mais compaixão, porque sabe que ali está uma mãe, tentando fazer aquilo que ela acredita ser o melhor para aquele filho! Êh, pedreira hein?!
Sei que vou errar muito com meus filhos (até pq acho que os erros e frustrações são inerentes e fundamentais à vida de todo ser humano e não haveria de ser diferente com meus pimpolhos) e isso vai fazer parte da formação deles.
Sei que vão à terapia mais tarde e me culpar por este ou aquele trauma ou comportamento.
(E acho muito injusto, mas um pouco verídico sim, o sr Freud apontar o dedo aos pais por este ou aquele comportamento do indivíduo.)
Os pais acabam lesando um pouco os filhos sim, mas há de se levar em conta também a índole do sujeito, a forma como que cada um lida com os acontecimentos, as subjetividades da pessoa que não são moldadas, pura e simplesmente, pela educação, tem o contexto social também, o espiritual, enfim...
Toda essa divagação pq?
Pq esses dias lendo os blogs, vi -recorrentemente- mães se questionando sobre o método de dormir do livro "Nana nenê" (é bom esclarecer que há dois livros com mesmo nome, de autores diferentes e não sei qual é o autor que emprega o método a que vou falar).
Como não li o livro, não posso falar muito profundamente sobre, mas pelo que vi, ele fala que para que a criança, ou bebê, aprenda a dormir sozinho, a mãe deve deixá-lo no berço, ou cama, sozinho. Acho que pode ficar no quarto (juro que vou ler esse livro e depois posto com mais propriedade sobre), mas se a criança chorar você deve ignorar, não ceder à "manipulação", que uma hora ele adormece e aos poucos vai aprender a dormir sozinho.
Descrevendo dessa forma, irresponsável admito, o método parece cruel. Mas acho que cabe ponderação sobre o que o cara realmente aponta e o que as pessoas absorvem do método! Mas, não acredito que para mim serviria. Não acho que qualquer forma de abandono seja o mais saudável para levar um ser ao aprendizado.
Como tudo na vida, acho que não existe bula, e acho que o grande erro está aí. A gente deseja tanto acertar na educação, ser a mãe perfeita (impossível) que acaba procurando meios de fazer isso. Se apegando à modelos que funcionam e são aplicados à outros que podem ser um estupro pra você, e a gente cede por medo do julgamento alheio...(afinal de contas tem sempre um holofote te apontando)
Acho que vale o bom senso, a intuição, buscar informações de todos os tipos e vertentes e "aplicar" aquilo que cabe à VOCÊ e AO SEU FILHO, dentro de suas particularidades (pq mesmo mãe de dois vai agir diferente com cada filho, pq cada um é um). Mas acho imprescindível que a relação mãe-e-filho, à parte de qualquer método, deve ser pautada no AFETO, na compreensão das FASES da criança, e, principalmente, da ACEITAÇÃO da mudança na vida que um bebê traz.
Sei que minhas noites de sono vão mudar, sei que posso ter problemas com amamentação, com a alimentação da Letícia, com o desmame, com o desfralde, com a ida à escola, com o desapego emocional, xiiiii...
mas não vou sofrer antes e vou tentar ter a sensibilidade para lidar com cada fase dessa. E que o Sr Freud não me culpe se algo der errado...
Enfim...ser mãe traz cada pensamento e angústia, hein?! ufaaa...
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